
Assembleia de Deus em Timon · Maranhão
“Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” — Salmo 126.5-6 · tema dos 60 anos da igreja
O primeiro templo, onde hoje fica a casa pastoral.
A Assembleia de Deus em Timon, sede de grandes batalhas e vitórias espirituais, é fruto de muitas orações, lágrimas e sacrifícios. Por aqui passaram homens e mulheres designados por Deus e preparados para toda boa obra: servos destemidos, corajosos, cheios de fé, paciência e perseverança, que amaram sem medida a obra do Senhor. Por causa desse amor, as Boas Novas do Evangelho chegaram até nós, tornando-nos parte desta história e herdeiros do Reino dos Céus.
Esta é a história de como o Senhor plantou, regou e fez crescer a sua igreja em Timon.
A mensagem pentecostal que chegou a Belém do Pará em 1910 alcançou Flores, hoje Timon, na década de 1930, pela pregação do Sargento Alfredo, do Pastor Jonas, do Pastor Francisco Puruence de Alencar e do irmão Afonso Nobre de Oliveira. Os primeiros batismos aconteceram em 1938, 1939 e 1940, no rio Parnaíba e no povoado Jacaré.
Em 22 de setembro de 1947, o trabalho, até então ligado à igreja de Teresina, passou à Convenção do Maranhão: nascia a Assembleia de Deus em Timon. Onze pastores presidiram a igreja desde então, e o Pastor Euvaldo Pereira de Sá está à frente dela desde 1999. Em 2026, a igreja reúne o Templo Central e 53 congregações.
1910–1934
Tudo começou longe daqui. Em 19 de novembro de 1910, os missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg desembarcaram em Belém do Pará. Ali, em 18 de junho de 1911, com um pequeno grupo de irmãos, nasceu a Missão da Fé Apostólica, que em 1918 passou a se chamar Assembleia de Deus.
Do Pará, o fogo pentecostal espalhou-se pelo Norte e pelo Nordeste. Em 1921, o colombiano Clímaco Bueno Aza, convertido no Pará, levou a mensagem a São Luís, onde a Assembleia de Deus foi organizada no ano seguinte. Em 1934, reuniu-se em Coroatá a primeira Convenção das Assembleias de Deus no Maranhão, que passou a cuidar também da obra no Piauí.
Foi por esse caminho, de Belém a São Luís e de São Luís às margens do rio Parnaíba, que o Evangelho pentecostal chegou a Flores, a cidade que em 1943 passaria a se chamar Timon.
Anos 1930
Nossa história teve início na década de 1930. A História das Assembleias de Deus no Brasil, escrita por Emílio Conde em 1960, registra que já em 1930 havia em Flores, na outra margem do Parnaíba, em frente a Teresina, um pequeno grupo de crentes pentecostais. Eles escreveram ao pastor Manoel César, da Assembleia de Deus em São Luís, pedindo uma visita.
Em 1932, atendendo a esse pedido, esteve em nossa cidade o Sargento Alfredo, que servia no Exército Brasileiro. Homem perseverante, semeou as primeiras sementes do Evangelho pentecostal durante sua breve estadia. Encontrou os irmãos “qual rebanho sem pastor” e, tocado por aquela necessidade, deixou o Exército para dedicar-se à pregação. As sementes que ele lançou foram depois regadas pelo Pastor Jonas.
Movido por extrema compaixão pelas almas perdidas, o Pastor Francisco Puruence de Alencar mudou-se do Ceará para o Piauí e passou a pregar o Evangelho não somente ali, mas também do lado de cá do rio Parnaíba. E eis que o semeador saiu a semear e encontrou terra fértil na zona rural de Timon. Assim como foi com Abraão, Isaque e Jacó, o Senhor esteve com este homem de Deus, que logo encontrou um parceiro fiel e comprometido com a obra santa: o irmão Afonso Nobre de Oliveira, seu grande companheiro de pregação.
O choro que durou noites inteiras não demorou a tornar-se em alegria. Nos povoados Ponte, Jacaré e Barra do Garapa, decidiram-se por Cristo as primeiras pessoas: Humbelina Gomes, José de Oliveira Costa, Dionísio Gomes, Manoel Gomes e Raimundo Oliveira. Surgiram então os primeiros pontos de pregação, em Ponte, Jacaré, Barra do Garapa e Brejo, e a igreja pentecostal foi sendo instalada. O Senhor vela sobre a sua palavra para a cumprir (Jeremias 1.12).
1938–1940
Em 1938, às margens do rio Parnaíba, realizou-se o primeiro batismo em águas: desceram às águas os primeiros crentes de Timon, entre eles o irmão Afonso Nobre de Oliveira. No ano seguinte, 1939, aconteceu o segundo batismo, em que foi batizada, entre outros, a irmã Laura Costa, que viria a ser a primeira secretária da igreja.
No tempo em que o Pastor Puruence dirigia o trabalho na congregação da zona rural, aconteceu o terceiro batismo, em 15 de março de 1940, no povoado Jacaré. Foram batizados os irmãos Raimundo Oliveira, Humbelina Gomes, Maria Gomes e Maria Libânea. No mesmo dia houve um grande culto evangelístico, e onze pessoas se converteram, entre elas a irmã Feliciana Gomes Costa, a querida irmã Arica.
O Senhor, dono da obra, confirmava e abençoava o trabalho. Na reunião de oração de 11 de abril de 1940, as irmãs Humbelina Gomes, Maria Gomes e Feliciana Gomes Costa foram batizadas com o Espírito Santo.
1947
O tempo foi passando e o trabalho se desenvolvendo. Alguns crentes migraram do campo para a cidade de Timon e sentiram a necessidade de erguer um ponto de pregação onde a igreja pudesse continuar se reunindo na presença de Deus. Até então, o trabalho da região era ligado à igreja de Teresina.
22 de setembro de 1947 — O campo de Timon é desmembrado da igreja de Teresina e passa a pertencer à Convenção do Estado do Maranhão. É a data de fundação que celebramos até hoje.
O desmembramento aconteceu apenas por razões administrativas e de forma harmoniosa, como irmãos que sempre caminharam juntos, um de cada lado do mesmo rio.
Assumiu a direção da igreja o Pastor Antônio Jerônimo de Andrade, o Padinha, muito conhecido por seu otimismo, sua bravura e sua vontade de lutar pelo crescimento do Evangelho. Num terreno doado pelo irmão Severino e sua esposa, a irmã Bela, ele ergueu uma casa de oração simples e rústica, de paredes de taipa e cobertura de madeira redonda. Ali a igreja foi doutrinada, alimentada e preparada para resistir às investidas do maligno e sair vitoriosa de toda peleja.
Ao fim do tempo que o Senhor lhe designou em Timon, o Pastor Antônio Jerônimo entregou o campo de forma honrosa: firme, seguro e fundamentado na Palavra de Deus.
1950–1965
Guardado pelo Senhor e certo de estar sob a direção divina, o Pastor Antônio Jerônimo passou a direção da igreja ao Pastor Antônio Alves do Prado, no início dos anos 1950. Aguerrido homem de Deus, ele teve a coragem de enfrentar a construção de um novo templo: uma casa de tijolo, coberta de telha e madeira serrada, na Rua Aquiles Lisboa, onde por muitos anos funcionou o trabalho do Senhor. Foi o primeiro templo da nossa igreja, onde hoje fica a casa pastoral.
Nesse tempo, as irmãs começaram a se reunir para consagração, e surgiram as primeiras reuniões de oração, com as irmãs Maria Mesquita, Maria Rosa Silva, Maria Nobre, Antônia Rosa de Oliveira, Maria Mônica, Serafina da Mata, Maria Tomaz, Idalina Bento, Amélia Ramalho, Juracy e Feliciana Gomes Costa.
Depois do Pastor Prado veio, pela segunda vez, o Pastor Francisco Puruence de Alencar. Indicado pela Convenção Maranhense, foi transferido de Caxias para dirigir o campo que ele mesmo havia começado, regado com lágrimas, na certeza de que um dia veria os frutos do seu trabalho. As dificuldades ainda eram muitas, mas a igreja estava sempre ao seu lado: para facilitar o evangelismo, os irmãos o presentearam com um cavalo, que lhe diminuiu o cansaço nas longas viagens às regiões distantes.
Em setembro de 1961 assumiu o Pastor Boaventura Pereira de Sousa, o quarto ungido do Senhor a trabalhar nesta cidade. Homem muito bem relacionado, conquistou muitos amigos, dentro e fora da igreja. Também se lançou a evangelizar terras distantes, viajando de bicicleta pelo interior, até que os médicos o aconselharam a deixar esse meio de transporte, pois sua saúde já sentia o grande esforço empenhado na obra. Como o primeiro templo, na Rua Aquiles Lisboa, 358, já não comportava o rebanho, sonhou com um novo templo, sonho realizado graças ao amor e à união que o Senhor fez brotar no coração da igreja.
Em 1963 chegou o Pastor Hilário Pereira da Silva, o quinto pastor do campo de Timon, conhecido pela eloquência de suas pregações. Valente pregador, sua mensagem alcançava os corações desesperados. Por meio dele, o Senhor manteve acesa a chama do Evangelho no coração dos crentes, e a igreja ainda sente o calor desse fogo, que a impulsiona para o campo missionário.
1965–1972
Por volta de 1965, o Pastor Hilário passou o campo ao Pastor Mansueto Alves Franco, o sexto anjo que o Senhor designou para pastorear a igreja em Timon, conhecido pela habilidade no aconselhamento. Dando continuidade à obra que recebeu, ele levou o Evangelho até as imediações do Parque Piauí, onde iniciou os trabalhos numa humilde casa de taipa coberta de palha, na rua 90, cedida pelo casal irmã Rosa e seu esposo Cipriano. Os cultos eram simples, mas cheios de amor: os irmãos vinham de longe, por ruas completamente escuras, sabendo que estavam sob a luz do olhar do Senhor.
O Pastor Mansueto valorizou muito o trabalho dos jovens e promoveu a 1ª Confraternização da igreja. Vendo a necessidade de uma vida de oração, consagrou em 5 de agosto de 1967 o Círculo de Oração El Betel, dirigido desde a fundação pela irmã Arica, até 1997. Em 1998 assumiu a irmã Geni Nascimento, esposa do Pastor Artur Januário, e, em 1999, a irmã Maria Aldenis das Graças Araújo Rios.

Círculo de Oração El Betel com o Pastor Mansueto.

Círculo de Oração El Betel.
A partir de 1968, o pastor passou a evangelizar as famílias das imediações da antiga estação do trem e do antigo DNER. Com o crescimento do trabalho, a casa da rua 90 ficou pequena, e surgiu o desejo de construir um templo na rua 70, num terreno do irmão Cícero Tomaz.

Pastor Mansueto na construção do Parque Piauí I.

Baldrame da congregação do Parque Piauí I.
Nesse tempo também começaram os ensaios do Conjunto Eletrônico Lírio dos Vales, com os irmãos Daniel Nobre, Ovimar Oliveira, Pedro Gomes, Osael e Josiel Nobre, que encontravam espaço e apoio na casa dos irmãos Antonio Nobre (Totonho) e Antônia Rosa de Oliveira (Dudu).
Como a cada dia o Senhor acrescentava o número dos salvos, surgiu mais uma vez a necessidade de um novo Templo Central, e a construção começou na Rua Benedito Leite. Antes de ver o sonho realizado, o Pastor Mansueto foi transferido para a igreja em Caxias. Deixou o exemplo de um bom soldado de Cristo: certo dia, orando sozinho em seu quarto, o Senhor o tomou para si, e sua esposa o encontrou de joelhos junto à cama. Cumpriu-se mais uma vez a Palavra: “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos” (Salmo 116.15).
1972–1982
Em 13 de dezembro de 1972, assumiu a igreja o Pastor Benedito Chagas Silva, grande incentivador da mocidade e do ministério de louvor. Em sua liderança, o Conjunto Lírio dos Vales foi consagrado ao Senhor, em 13 de julho de 1973, já com os irmãos Misael e Isaías Nobre, este com apenas nove anos de idade. O vocal e o eletrônico cantavam juntos, como um só grupo; com os anos, tornaram-se o Conjunto Vocal Lírio dos Vales e o Conjunto Eletrônico Lírio dos Vales, sempre com empenho, dedicação e amor à boa música sacra.

Conjunto Lírio dos Vales com o Pastor Benedito Chagas.

Irmã Angelita, Pastor Benedito Chagas e esposa.
Na gestão do Pastor Benedito Chagas nasceu também o Instituto Evangélico de Ensino, escola voltada para a comunidade timonense, que atendia aos filhos dos irmãos e dos amigos do Evangelho e funcionou por anos ao lado do Templo Central.
17 de julho de 1978 — Inauguração do Templo Central da Rua Benedito Leite, onde a igreja se reuniu por muitos anos e onde hoje funcionam o anexo e a administração.
Em 1975, chegou a Timon a Companhia do 2º BEC. Muitos funcionários civis crentes trouxeram suas famílias para as casas construídas pelos militares, e o Parque Alvorada e a Vila Militar (Vila do BEC) cresceram depressa. Por causa da distância até o Templo Central, os irmãos passaram a se reunir no meio da semana na casa do irmão Antonio Francisco, para estudar a Bíblia e cultuar a Deus. Entre as famílias que começaram essa obra estavam as dos irmãos Antonio Francisco dos Santos, Odilon Pereira Paixão, Maria Loura de Sousa, Valdemar Guedes Amorim, Neemias Costa Sousa e Raimundo Gomes. O trabalho no Parque Alvorada começou em 29 de abril de 1976, na casa do irmão Wilson Agostinho de Sousa, tendo como primeiro dirigente o irmão Agostinho Fabiano. Antes de ser transferido, o Pastor Benedito Chagas deixou iniciada a construção do templo do bairro.
Em 26 de novembro de 1978, assumiu o Pastor Francisco Alves de Melo, o oitavo anjo a pastorear o campo timonense, que se destacou pelo ministério da oração e pelo dom de ganhar almas. Em 8 de julho de 1979, com o empenho dos irmãos, ele inaugurou a primeira congregação da Assembleia de Deus em Timon, no bairro Parque Piauí. Naquela noite especial foi consagrado também o Círculo de Oração Lírio Suave, que deu nome à congregação. Muitos cultos eram realizados ao ar livre, e em todos eles pecadores faziam sua decisão por Cristo.
Em 1980 veio o Pastor Heitor Pessoa de Sousa, o nono pastor de Timon, lembrado pelos irmãos como incansável doutrinador, pelo esmerado zelo com a doutrina da igreja. Em seu pastorado, a igreja viu a primeira cantora da terra lançar um LP: a irmã Luzinete Pessoa de Sousa, filha do Pastor Heitor, gravou em São Paulo o seu primeiro disco, com hinos de compositores maranhenses. Entre eles estava a irmã Maria dos Milagres Gomes, conhecida por suas lindas composições, que tempos depois também gravou o seu trabalho como cantora.
1982–1999
Em 20 de janeiro de 1982, assumiu a igreja um homem de pequena estatura, mas de grandes ações e muita coragem: o Pastor Artur Januário do Nascimento, o décimo anjo a pastorear a igreja. Vindo de São Luís com sua família, trouxe a preciosa experiência de administração conquistada em muitos anos de trabalho ao lado de outro saudoso homem de Deus, o Pastor Estevam Ângelo de Sousa.
De imediato, começou a trabalhar para que a obra do Senhor se expandisse ainda mais por esta região, e soube tratar com sabedoria e paciência todas as dificuldades. Elevou de 3 para 18 o número de templos espalhados pela cidade e pelo interior, e em pouco tempo todos estavam repletos de novos crentes. Em 7 de setembro de 1983, inaugurou o templo do Parque Alvorada, obra iniciada pelo Pastor Benedito Chagas. Quando o Templo Central ficou pequeno para a igreja, promoveu a sua reforma e ampliação, em 1995 e 1996.

O Templo Central lotado.

Culto no Templo Central.
Em seu ministério, a igreja se fez presente na cidade com desfiles e muitos congressos de mocidade, em que os jovens se fortaleceram espiritualmente e ampliaram o círculo de amizade cristã. Cada congregação foi equipada com sistema de som e instrumentos musicais, abrindo espaço para os jovens talentosos na música, e a maioria das congregações passou a ter o seu próprio conjunto.
O Pastor Artur recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadão Timonense e nos deixou um lema: “A vontade de ganhar tira o medo de perder”. Doou sem reservas os melhores anos de sua vida à obra de Deus em Timon. Ao jubilar-se, já cansado e com a saúde comprometida, podia dizer com o apóstolo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Timóteo 4.7).
Anos 1990 e 2000
A mocidade sempre teve lugar especial em nossa igreja. Desde a 1ª Confraternização, promovida pelo Pastor Mansueto, os encontros de jovens reuniram multidões para louvar a Deus e ouvir a Palavra. Em 1995, o Templo Central recebeu o Último Culto Geral de Mocidade de 1995, e de 16 a 18 de agosto de 1996 aconteceu o IV Encontro de Jovens da Assembleia de Deus em Timon.

Último Culto Geral de Mocidade de 1995, no Templo Central (hoje anexo).

IV Encontro de Jovens, de 16 a 18 de agosto de 1996.
A IV Confraternização da UMADT, com o tema “Estou fazendo uma grande obra” (Neemias 6.3), lotou o templo e chegou ao estádio.

IV Confraternização da UMADT: “Estou fazendo uma grande obra” (Neemias 6.3).

Louvor na IV Confraternização da UMADT.

IV Confraternização da UMADT: o salão lotado.

IV Confraternização da UMADT: culto no estádio.
De 19 a 21 de julho de 2002, a V Confraternização da UMADT proclamou: “Está próximo o fim de todas as coisas” (1 Pedro 4.7).
A igreja também saiu às ruas. Em cruzadas evangelísticas ao ar livre, o Evangelho foi anunciado a multidões em campos abertos da cidade, e muitas vidas se renderam a Cristo.

Cruzada com o Pastor Jessé Gois.

Cruzada evangelística ao ar livre.

O povo reunido na cruzada ao ar livre.
Desde 1999
Ao jubilar-se, o Pastor Artur transferiu a direção do trabalho ao seu sucessor, o Pastor Euvaldo Pereira de Sá, que assumiu oficialmente em 20 de janeiro de 1999. Como bom discípulo, que aprende bem e põe em prática as lições do seu mestre, o décimo primeiro pastor da igreja em Timon deu continuidade ao trabalho com grande habilidade: reformou e ampliou templos, construiu outros e, em pouco tempo, praticamente triplicou o número de templos da Assembleia de Deus em Timon e adjacências. Proporcionalmente ao tempo de pastorado, este é considerado o período de maior crescimento da igreja.
Homem de oração, o Pastor Euvaldo passa muitas noites aos pés do Senhor, buscando orientação para a sua vida e para a vida da igreja, e conta com o apoio irrestrito de sua família. Destaca-se pela preocupação com o social da igreja e da comunidade timonense, investindo na educação e no fortalecimento das famílias, e empenhou-se na construção do grande e novo Templo Central.
Em janeiro de 1999, mesmo mês de sua posse, nasceu a Secretaria de Missões da igreja, a SEMADT. A igreja, que por alguns anos ganhou vidas mantendo um trabalho missionário desbravador em Portugal, conta hoje com missionários locais, nacionais, internacionais e transculturais, alcançando vidas em várias cidades do Maranhão e do Piauí, no Paraguai, no Peru, na Venezuela e na África.
Em 2007, a igreja celebrou 60 anos com o tema “60 anos plantando a semente do Evangelho”.
2017–2026
Em 2017, a Assembleia de Deus em Timon se regozijou pela passagem dos seus 70 anos de fundação e pregação do Santo Evangelho. No início daquele ano, duas áreas foram transformadas em campos: a Área do Novo Tempo, liderada pelo Pastor João da Cruz, e a Área do Povoado Gameleira, liderada pelo Pastor Cristian Silva. A igreja estava organizada em nove áreas, coordenadas por pastores auxiliares, e contava com aproximadamente 25 mil crentes, entre membros e congregados, em 47 congregações.
A obra continuou crescendo, e a organização da igreja acompanha esse crescimento: já foram 51 congregações em 13 áreas, e a divisão é revista conforme a necessidade. Em 2026, a Assembleia de Deus em Timon reúne o Templo Central e 53 congregações, com Escola Bíblica Dominical, círculos de oração (UCOADT), mocidade (UMAADT), departamento infantil (UNICADT), missões (SEMADT) e assistência social (SEASADT), além da Rádio Vida FM 87,9 e da TV AD Timon.
22 de setembro de 2026 — A igreja completa 79 anos, celebrados com o 27º Congresso da UCOADT, sob o tema “Jesus está às portas” (Mateus 24.33).
O maior projeto continua o mesmo de todos os pastores que vieram antes: ganhar Timon para Cristo.
1947–2026
Desde a organização do campo, em 1947, onze pastores presidiram a Assembleia de Deus em Timon. Antes deles, o Sargento Alfredo, o Pastor Jonas, o Pastor Francisco Puruence de Alencar e o irmão Afonso Nobre de Oliveira semearam e regaram a obra.
1910–2026
“Até aqui nos ajudou o Senhor.”
1 Samuel 7.12
Olhando para trás, reconhecemos que tudo o que somos é fruto da graça de Deus e do trabalho de servos e servas que souberam se colocar nas mãos do Senhor e fizeram a obra sob a orientação do Espírito Santo. Seguimos com o mesmo propósito dos que vieram antes de nós: continuar ganhando Timon para Cristo, até que Ele venha.
Esta história foi escrita a partir do Histórico da Igreja preparado para os 70 anos (2017), das fotografias do acervo da igreja, identificadas pelos irmãos que viveram esses tempos, e da História das Assembleias de Deus no Brasil, de Emílio Conde (1960).
Fotografias: acervo da Assembleia de Deus em Timon.